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Perguntas Frequentes

1. Quais são as etapas para doação de sangue? Quanto tempo leva?

O processo de doação de sangue engloba as seguintes etapas:

a) Recepção e cadastro de informações sobre o doador, como endereço, telefone, etc: duração média de até 2 minutos;
b) Orientações preliminares sobre a doação de sangue, leitura de folheto informativo e esclarecimento de eventuais dúvidas: duração média de até 15minutos;
c) Pré-triagem (verificação da pressão arterial, do pulso, da temperatura corporal, do peso e da altura do doador e realização teste para verificar se o mesmo tem ou não anemia): duração média de até 10 minutos;
d) Triagem clínica (ocasião em que o doador responde algumas perguntas sobre a sua saúde atual, pregressa e sobre os seus hábitos de vida com o objetivo de verificar se a doação poderá trazer algum prejuízo para o doador ou para quem irá receber o sangue como tratamento). Na triagem clínica o doador também assina um termo de consentimento informado autorizando a doação e garantindo que disse a verdade durante a entrevista: duração média de até 15 min;
e) Coleta do sangue (ocasião em que o doador doa cerca de 450 mL de sangue e mais uns 25mL de para fazer exames): duração média de até 26 min, sendo que o tempo que a agulha fica no braço do doador varia entre 5 e 15 min;
f) Auto-exclusão confidencial (recurso que o doador pode utilizar para solicitar anonimamente que sejam feitos os exames, mas que o sangue doado não seja utilizado no tratamento das pessoas. Deve ser utilizado quando o doador, por motivos pessoais omite ou se esquece de contar alguma informação durante a entrevista): duração média de 2 min;
g) Lanche: 10 a 15 min.

2. É cobrado pelo sangue doado?
Não, o sangue doado não é cobrado. No entanto, existe um custo para que o sangue seja colhido, (ex.: compra do material descartável), fracionado em seus componentes (ex.: glóbulos vermelhos, plaquetas e plasma, etc.) e para a realização dos exames em cada unidade coletada. Nos serviços públicos de saúde, estes custos são cobertos pelo SUS.

3. Sorologia é individual mesmo?
Sim, os testes são realizados individualmente em cada amostra e são repetidos a cada doação.

4. Quanto tempo leva para o sangue ser processado?
O sangue é processado assim que colhido, preferencialmente em até 6 horas após a doação.

5. O sangue tem validade? Pode ser congelado?
Os hemocomponentes atualmente produzidos no Centro Regional de Hemoterapia do HC – FMRP-USP /Hemocentro de Ribeirão Preto são conservados em soluções anti-coagulantes e preservantes que permitem a seguinte validade: concentrado de hemácias: 35 dias; concentrado de plaquetas: 5 dias; plasma fresco congelado: 12 a 24 meses, a depender da temperatura de armazenamento. Usualmente, apenas plasma fresco é congelado. Alguns hemocentros congelam também concentrados de hemácias que possuem um fenótipo (tipo sangüíneo) raro.

6. Como é armazenado o sangue? Em geladeira? Ele congela?
Os glóbulos vermelhos (concentrado de hemácias) são armazenados em geladeira a 4º C, as plaquetas em temperatura de 22º C e o plasma em congeladores a 18º C negativos (abaixo de zero) ou menos.

7. Qual o hemocomponente que pode ser congelado por mais tempo?
Os glóbulos vermelhos, quando conservados em glicerol, podem ser congelados por até 10 anos.

8. Qual o procedimento para doação autóloga?
Os critérios de inclusão no programa de doação autóloga são simples: hematócrito superior a 33%; ausência de foco infeccioso e de co-morbidades (doenças) graves, como cardiopatias e pneumopatias. O candidato ao procedimento deverá comparecer ao hemocentro para avaliação com um pedido do seu médico contendo as seguintes informações: a) previsão de uso de hemocomponentes (ex. duas bolsas de concentrado de hemácias); b) data da cirurgia; c) qual a cirurgia programada (ex: prótese total do quadril, histerectomia); d) diagnóstico da doença; e) descrição sumária do quadro clínico. O intervalo mínimo entre as doações é de 7 dias e a cirurgia poderá ser realizada após 72 horas da coleta da última bolsa.

9. Por que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) só garante 1 dia de abono no ano para a doação de sangue?
Porque 01 (um dia) é suficiente para o doador descansar e recuperar o volume sangüíneo doado sendo particularmente importante para aqueles que exercem profissões que exigem esforço físico ou que possam comprometer a sua segurança pessoal ou de outras pessoas (ex: motorista).

10. Qual o tempo que o organismo leva para repor o sangue doado?
Os glóbulos vermelhos se recuperam de 2 a 3 semanas após a doação. Os estoques de ferro em 60 dias nos homens e 60 a 90 dias nas mulheres em idade fértil.

11. Por que os homens podem doar sangue a cada 2 meses e mulheres a cada 3 meses?
Devido a reposição dos estoques de ferro, que nas mulheres é mais demorada devido as perdas durante os ciclos menstruais.

12. Qual o intervalo recomendado para doação de plaquetas? Pode-se doar por tempo indefinido?
A doação de plaquetas por aférese poderá ocorrer após 8 semanas da doação de sangue, para os homens e 12 semanas para as mulheres. O intervalo mínimo entre duas doações de plaquetas é 48 horas. Não há prejuízos em doar plaquetas por tempo indefinido, porém o máximo de doações permitidas (bolsa simples) é de 2x/sem, 4x/mês e 24x/ano, devido à perda plasmática que ocorre neste tipo de doação. No caso de doações de bolsas duplas, estes intervalos devem ser duplicados. As plaquetas quando doadas são conservadas no próprio plasma do doador.

13. O material usado é mesmo seguro?
Sim, todo o material usado para a coleta de sangue é individual, descartável, apirogênico (não causa febre) e estéril.

14. Há troca de luvas, pelos funcionários, entre as doações e entre os testes de anemia?
Sim, tanto entre as doações quanto entre a realização dos testes de anemia sempre haverá troca de luvas antes de cada nova punção.

15. O menor de 18 anos pode doar sangue? E se tiver autorização dos pais ou responsável?
O menor de idade só poderá doar sangue em situações muito especiais (tecnicamente justificadas), mesmo que possua autorização por escrito dos pais ou responsável.

16. Até que idade se pode doar sangue?
A atual legislação brasileira permite que se doe sangue até os 65 anos 11 meses e 29 dias. Este limite visa proteger a saúde do doador, já que pessoas com mais de 66 anos de idade possuem um risco maior de apresentar lesões cardiovasculares, como por exemplo, o acúmulo de gordura na parede dos vasos, o que pode resultar em complicações graves caso venham a ter uma reação adversa no momento da doação. Entretanto, como os benefícios superam os riscos, não há limite de idade para a doação autóloga.

17. Por que pessoas com menos de 50 kg não podem doar?
O volume a ser doado é proporcional ao peso do doador. Para homens é de 9 mL/kg e para mulheres, 8 mL/kg. O anticoagulante presente na bolsa de doação liga-se ao sangue impedindo que esse coagule. O volume de anticoagulante da bolsa (63 mL) é padronizado para um mínimo de 400 mL de sangue, logo uma pessoa com peso menor que 50 quilos não poderia doar o volume mínimo, pois sobraria anticoagulante livre o que é indesejável (pode lesar os glóbulos vermelhos). Não se recomenda violar a bolsa para retirar anticoagulante sob o risco de contaminação bacteriana. Este procedimento só deverá ser feito em circunstâncias especiais em que os benefícios superem os riscos, como, por exemplo, na doação autóloga (quando o doador doa seu sangue para uso nele mesmo geralmente durante uma cirurgia programada).

18. Por que o limite de 450 mL por bolsa?
Devido a quantidade de anticoagulante presente na bolsa que é padronizada para este volume.

19. A doação de sangue é permitida durante a amamentação?
Aconselha-se a não doar durante a gravidez e a amamentação da criança até 1 ano de idade, a não ser em circunstâncias especiais. Após a criança ter completado 1 ano de idade, a amamentação deixa de ser a sua principal fonte de alimentação e a mãe fica liberada para doar sangue.

20. Remédio para regime impede a doação?
Em geral não, pois os componentes, na maioria das vezes, são a base de anti-distônicos, laxantes e diuréticos. Mas em alguns casos, contêm substâncias como as anfetaminas (ex: femproporex, anfepramona) e a sibutramina que podem acarretar efeitos adversos como a irritabilidade, o nervosismo e a taquicardia (aumento da freqüência dos batimentos cardíacos), dentre outros. Por isso, recomenda-se doar sangue 7 dias após a interupção do medicamento para que o doador esteja sem os efeitos colaterais destas substâncias.

21. Remédios para pressão impedem a doação? Quais?
Geralmente não, no momento somente não aceitamos candidatos que estejam tomando anti-hipertensivos de ação central, (ex.: Metildopa, Clonidina, Reserpina), os beta-bloqueadores (ex.: Propranolol, Atenolol, Oxpernolol ou similares), os bloqueadores alfa-adrenérgicos (ex.: Prazozin e Minoxidil) e os vasodilatadores (ex.: Hidralazina).
Não impedem a doação os diuréticos (ex.: Hidroclorotiazida, Clorana), antagonistas da angiotensina II (ex: Losartan), os bloqueadores de canais de cálcio (ex: Nifedipina) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (Captopril, Enalapril ou similares), entretanto, o uso destes últimos contra-indica a doação por aférese.

22. Quais as vacinas que impedem a doação? Quanto tempo depois de ter tomado a vacina a pessoa poderá doar sangue?
A vacinação que leva o indivíduo a ficar mais tempo sem doar é a da raiva, recebida em razão de mordida animal (1 ano). Vacinas fabricadas de vírus ou bactérias atenuados, como a do Sarampo; Pólio Oral (Sabin); Febre Tifóide Oral; Caxumba (Parotidite); Febre amarela e BCG necessitam de 4 semanas de intervalo para a doação. As contra o vírus da Rubéola e da Catapora (Varicela), exigem um intervalo mínimo de 4 semanas. Aquelas decorrentes de vírus ou bactérias mortas como a do Tétano; Cólera; Pólio (Salk); Difteria; Febre Tifóide e Paratifóide (injetável); Meningite; Coqueluche; Hepatite A; Peste, Pneumococo; Leptospirose; Brucelose; Haemophillus influenzae; Antraz e Doença de Lyme exigem um período mínimo de 48 horas para doar. A contra o vírus da Hepatite B (recombinante) exige um intervalo mínimo de 7 dias e a do vírus da Gripe (Influenza), 4 semanas.

23. A vacina para febre-amarela impede a doação?
Não, mas é necessário aguardar 4 semanas após ter recebido a vacina para doar o sangue.

24. Existe vacina para malária?
Não, a vacina que é confundida com a da malária é a anti-amarílica, que garante imunidade contra a febre amarela.

25. Vacina anti-Rh, impede a doação?
O que é dito vacina anti-Rh não se constituí em vacina e sim soro hiperimune, pois vacinas são agentes vivos ou atenuados que, quando aplicados, levarão o organismo a produzir anticorpos e soros hiperimunes são os anticorpos já prontos para o uso. Por ser derivado de seres humanos o soro anti-Rh (Rhogan®) impede a doação por 1 ano.

26. Quando a pessoa tem algum tipo de doença infecciosa, quanto tempo dever aguardar para voltar a doar?
Este intervalo depende de qual foi a doença e do tempo que a pessoa levou para se recuperar. Para infecções comuns, causadas por bactérias e não complicadas, como a amigdalite (infecção nas amígdalas – “garganta”), otite (infecção nos ouvidos), sinusite, pneumonias, etc, aguardar pelo menos 15 dias após a cura (término do tratamento). Para gripes, resfriados comuns, infecção urinária sem comprometimento do rim, conjutivite, etc, o intervalo mínimo é de 7 dias após a cura.

27. Quem teve dengue pode doar sangue?
Sim, mas quem teve dengue clássica deve aguardar 1 mês após a cura para doar. Se a pessoa tiver tido dengue hemorrágica, este período estende-se para 6 meses.

28. Como se pega hepatites? Quais são os sintomas?
Há vários tipos de hepatites virais. A chamada hepatite tipo A é de por contaminação de águas, alimentos e por contato fecal-oral. A hepatite tipo B é por contaminação sexual e parenteral, ou seja, agulhas e equipamentos contendo sangue contaminado ou de mãe para o feto. A hepatite tipo C é de contaminação predominantemente parenteral (ex: contato com o sangue de outra pessoa), porém outras vias podem estar envolvidas, como a sexual e da mãe para o feto. As demais hepatites, chamadas de não A não B não C, são mais raras. A icterícia (cor amarelada da esclerótica ou "branco dos olhos"), sintoma mais evidente das hepatites, é mais comum na hepatite A, mas nem todos os pacientes a apresentam. Na hepatite tipo B, ocorre em 10 a 25% dos casos e na hepatite tipo C em cerca de 5% dos casos. Os demais sintomas são pouco específicos e lembram um quadro de gripe forte.

29. Qual o tipo de hepatite mais comum?
A hepatite A. Encontramos anticorpos contra a hepatite A, que são indicativos de contato prévio por este agente, em cerca de 85% da população brasileira.

30. Por que só se pode doar sangue quando se teve hepatite antes dos l0 anos de idade?
Porque antes dos 10 anos de idade a probabilidade de que o candidato tenha tido hepatite do tipo A é de quase 100%, fato este já confirmado em estudos epidemiológicos. Como a hepatite A não deixa partículas virais ou vírus circulantes após a cura, não há contra-indicação em doar sangue.

31. Qual o período sem doar para quem residiu e para quem visitou uma região endêmica de malária?
Se residiu não poderá doar por 3 anos, se visitou, mesmo que por poucos dias, aguardar 12 meses.

32. Zona de Risco para Malária. Por que não podemos aceitar doadores provenientes destas regiões?
Não existe teste sensível e específico para identificar o candidato infectado pela malária. O indivíduo pode estar infectado e não ter os sintomas. Há alguns anos, houve um fato amplamente divulgado na imprensa referente a esta questão. Um avião fez escala em região onde havia malária e três passageiros que nem sequer desceram do avião foram infectados por um mosquito que adentrou na aeronave. Já imaginou se eles tivessem doado sangue?

33. Depois de quanto tempo a pessoa que fez acupuntura pode doar sangue? E tatuagem?
Para tatuagem e/ou a maquiagem definitiva, o prazo mínimo é de 12 meses. Para acumpuntura, perfuração cutânea para colocação de brinco e piercing, desde que realizados em condições adequadas de antissepsia e com material descartável, o prazo mínimo é de 3 dias, mas não deve haver infecção no local. Se as condições de antissepsia forem impossíveis de serem avaliadas, deve-se aguardar 12 meses.

34. Quanto tempo uma pessoa deve aguardar após a realização de uma cirurgia?
Este prazo depende do tamanho (porte) da cirurgia e do tempo necessário para a recuperação do doador. Quando a pessoa se recupera bem, deve aguardar 1 ano para cirurgias como as do politrauma, ressecção de aneurismas, cirurgias neurológicas e cirurgias em que há necessidade da abertura da cavidade abdominal. Para cirurgias de grande porte como a artrodese de coluna, a colecistectomia (retirada da vesícula), a histerectomia (retirada do útero), a retirada de algum nódulo de mama, dentre outras, deve-se aguardar 6 meses. Para cirurgias de médio e pequeno porte como a amigdalectomia (retirada das amigdalas), a apendicectomia (retirada do apêndice), cirurgias de hemorróidas, de hérnias, ressecções ortopédicas, cirurgias ou exames realizados por videolaparoscopia deve-se aguardar por 3 meses. Pessoas que fizeram cirurgias cardíacas, que retiraram o baço (exceto quando este foi retirado devido a algum acidente), um “pedaço” do pulmão ou do estômago, não podem mais doar sangue, independente do tempo transcorrido desde a cirurgia

35. Quanto tempo depois da realização de uma endoscopia ou colonoscopia a pessoa poderá doar sangue?
O intervalo mínimo necessário é de 6 meses.

36. Por que o diabético não pode doar sangue?
Os diabéticos, dependentes ou não da insulina, não podem doar sangue porque têm maior probabilidade de apresentar alterações do sistema cardiovascular que podem levar a complicações durante a doação de sangue.

37. "Quando criança tive desmaios e estou curado. Por que não posso doar?"
Não há restrições em doar caso o candidato tenha apresentado desmaios na infância, porém aconselha-se que os candidatos que tiveram convulsões (crise de “acesso”) após os 2 anos de idade não doem sangue.

38. Hiper ou hipotireoidismo impedem a doação?
Em geral não. Atualmente, liberamos para doação de sangue os doadores portadores de hipotiroidismo ou hipertiroidismo crônico que não tiverem comprometimento de outros órgãos e que estiverem clinicamente bem, ou seja, com a doença controlada, mesmo se estiver utilizando medicamentos.

39. A hipoglicemia impede a doação?
Não, desde que o candidato esteja sem sintomas e não esteja em jejum no dia da doação.

40. Qualquer grau de “anemia” impede a doação? Por que?
Não, só não pode doar a pessoa que apresentar hematócrito menor que 39% (ou hemoglobina <13g/dL) no homem e 38% (ou hemoglobina < 12,5 g/dL) na mulher. Este limite é necessário para não causar prejuízos à saúde do doador e permitir a coleta da quantidade de sangue estipulada como uma unidade (dose) para um adulto.

41. Quanto tempo uma pessoa que recebeu transfusão de sangue deve aguardar para doar? E o parceiro sexual desta pessoa?
É necessário que tanto a pessoa que recebeu sangue quanto o seu parceiro sexual aguardem pelo menos 1 ano após a data da última transfusão para doarem sangue.

42. Qual será a reação da pessoa que ingerir bebida alcoólica após a doação?
Após a doação há uma diminuição do volume sanguíneo circulante. O álcool é um agente desidratante, portanto, mais líquidos sairão da circulação sanguínea. As reações serão aquelas decorrentes de uma diminuição da parte líquida do sangue, caracterizado por fraqueza, queda de pressão, tonturas, secura na boca e em alguns casos desmaios.

43. Quem fuma maconha pode doar sangue?
Se for a única droga consumida, pode-se doar desde que o candidato não esteja sob o efeito da mesma. O problema maior é que ela é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas.

44. Pode-se fazer sexo depois da doação?
Não há qualquer contra indicação devido a doação.

45. O que é "janela imunológica"?
Período de tempo compreendido entre a exposição ao agente infeccioso e o aparecimento de positividade em exames laboratoriais específico para detecção do mesmo. Varia conforme a doença pesquisada e o teste utilizado. A janela imunológica do HIV é de 2 a 3 semanas, do vírus da hepatite C (HCV) é de 72 dias e do vírus da hepatite B (HBV) é em torno de 54 a 56 dias. Este período varia conforme a sensibilidade dos testes diagnósticos, que têm sido continuamente melhorados. Logicamente, se a doação de sangue ocorrer nestes intervalos citados, poder haver contaminação dos receptores, pois os testes serão negativos, mesmo se o doador estiver infectado pelo vírus. O doador não deve omitir nenhum fato questionado durante a entrevista, pois do contrário ele será considerado apto e seu sangue transfundido.

46. Como está a questão da janela imunológica para o HIV?
Com os testes atuais, a janela imunológica para o HIV foi reduzida para 2 a 3 semanas. Provavelmente com os novos testes, realizados por meio de técnicas de biologia molecular, deverá diminuir ainda mais.

47. Qual o conceito atual de "grupo de risco"?
Na realidade o termo mais adequado seria "situação de risco acrescido", ou seja, o comportamento do indivíduo faria com que ele ficasse mais exposto ao risco de adquirir uma determinada doença ou infecção.

48. Por que os homens que fazem sexo com outros homens não devem doar sangue?
As relações sexuais entre homens correspondem a uma situação de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). A incidência de AIDS entre eles no Brasil é de 23,3%, dados de 1980 a 2001 (ver Programa Nacional de DST e Aids). Não se deve colher sangue em comunidades ou populações com marcadores elevados para doenças de transmissão transfusional, sendo a malária e o HIV, exemplos disto. Homens soronegativos podem doar sangue após 12 meses de abandono da prática de manter relações sexuais com outros homens.

49. Sífilis é transmitida também por transfusão?
A transmissão da sífilis por transfusão sanguínea é muito rara, porém existe, entretanto, são feitos testes para sua detecção a fim de se evitar que seja transmitida nas transfusões.

50. Qual a porcentagem de sangue descartado e quais os motivos mais frequentes?
Por volta de 2 a 5% do sangue doado não poderá ser aproveitado por apresentar testes sorológicos alterados. As causas mais frequentes de descarte são a presença de anticorpos contra a hepatite B e C. Também são descartadas as bolsas cujo plasma do doador está turvo às custas de gordura no sangue (lipemia) ou que tenha sido colhida uma quantidade muito acima ou muito abaixo da quantidade padronizada para a quantidade de solução preservadora presente na bolsa.

51. Como se define a hemofilia?
É definida como a deficiência de um determinado fator essencial para ocorrer a coagulação sangüínea. Há dois tipos de hemofilia, a mais comum é a hemofilia A, decorrente da deficiência do fator VIII.

52. Pais de pacientes portadores de Talassemia e Hemofilia podem doar sangue?
Sim, desde que não sejam anêmicos. Ambas são doenças hereditárias (herdadas dos pais para filhos) envolvendo o sangue (anemia e distúrbio da coagulação, respectivamente).

 

     
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